quarta-feira, 30 de junho de 2010

Da infância ao actual

Agora outro nível, amanhã o azul do céu. A alvura do ser que eras

Em tudo contrasta

Com este luto no qual te esmeras,

Em que, por bem, a vida não te foi madrasta.



Sabes, agora és tu somente

Quem o Sol da cama levanta.

Saltos altos já usas e, levemente,

Os teus pés cobres com uma manta.



Da grega letra e do calorento

Inseparável és, leal amiga

Que agora o mento

No ar levantas, e, nada pachorrento,

Teu olhar o longínquo horizonte

Enxerga, confiante e calmo,

Com um sorriso te retribui um monte.

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