Agora outro nível, amanhã o azul do céu. A alvura do ser que eras
Em tudo contrasta
Com este luto no qual te esmeras,
Em que, por bem, a vida não te foi madrasta.
Sabes, agora és tu somente
Quem o Sol da cama levanta.
Saltos altos já usas e, levemente,
Os teus pés cobres com uma manta.
Da grega letra e do calorento
Inseparável és, leal amiga
Que agora o mento
No ar levantas, e, nada pachorrento,
Teu olhar o longínquo horizonte
Enxerga, confiante e calmo,
Com um sorriso te retribui um monte.

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