Num confuso dia, um barco grande velejar vi.
Numa fria manhã de Inverno, na fria Rússia,
Vi um quebra-gelo quebrar a manhã fria.
Tal era a dificuldade de penetrar
Naquele gelo que encalhou e fundear
Foi a uma gélida praia onde só
Gelo havia e onde plantas
Ao sabor do vento dançavam, ao tristonho
Ritmo do esquecimento e do silêncio.
Plantas humanas que ao vento estavam dançando,
Que ao esquecimento levadas foram, mudas
Como o gelo que as rodeia completamente.
Azaradas plantas que destruídas foram
Pelo impiedoso gelo e frio da Rússia.
Pobres plantas que próprio ritmo
Não têm, pois aquele imponente barco
As fora salvar e certamente não
O conseguirá fazer pois elas
Não têm vontade própria e o barco
Assim não as poderá nunca levar a
Bom porto. Com o derreter do gelo,
O barco embora foi e as plantas
Em triste e fúnebre terra ficaram.
Bendito divino barco, que muito fez
Pelas plantas mas como ele arrancar
Planta por planta não podia, ele
Para o céu foi e as plantas não levou.
9 de Março de 2008




